Eu pertenço à família de Deus

Eu tive um sonho na minha infância que nunca esqueci. Neste sonho eu estava no terreno da igreja e por onde eu andava encontrava jóias de ouro espalhadas pelo chão e eu caminhava e juntava essas joias.
Já estou na meia idade, vou à igreja desde que nasci. Sou de uma família tradicionalmente evangélica, batista sendo mais específico. A igreja que frequentei durante toda a minha infância tinha um dos maiores espaços físicos do lugar onde morava e havia portas duplas nas laterais que eram normalmente abertas durante os cultos.

Tenho muitas memórias do templo, do terreno, das crianças, dos professores de EBD, EBF, musicais, da orquestra, do meu pai tocando no órgão enquanto a igreja cantava os tradicionais hinos do cantor cristão, ensaios do coral das crianças. Nunca vou me esquecer das brincadeiras de roda após os cultos onde adultos e crianças se divertiam juntas.
Ir à igreja e ser igreja é um dos grandes privilégios que recebi da parte de Deus. Percebo algumas pessoas que não valorizam os encontros públicos da igreja e não conseguem enxergar o quão bíblico e saudável é viver em comunhão com os irmãos. Exceto alguns que estão impedidos de congregar por um certo tempo em função de uma pandemia. 

Mas trago à reflexão: Qual é a sua posição sobre ir à igreja? Encontrar-se com o corpo de Cristo, participar da ceia, servir junto com irmãos. Isso é realmente um direcionamento de Deus?

O que é a igreja?

Aprendemos na Bíblia que a igreja é a família de Deus. Eu ousaria afirmar que a igreja é a FAMÍLIA que Deus se propôs a ter segundo o seu coração, conforme a sua vontade, fruto da sua imensa graça. Esta família estava na mente e no coração de Deus desde os séculos eternos, desde “antes da fundação do mundo”.
Muitos podem ser tentados a acreditar que a igreja foi o “Plano B” de Deus depois da queda do homem. Eu creio que a igreja é o “Plano A” de Deus desde antes da criação.  Nenhum grupo na história da humanidade teve tantos inimigos. Herodes, Nero, Domiciano e tantos outros líderes poderosos fizeram de tudo para destruir a igreja. Todos estes homens estão mortos, mas a igreja resistiu a todos os ataques. Que fim levou Stalin e Lenin que tentaram varrer o cristianismo? Por onde anda Mao Tse Tung que perseguiu a igreja de Jesus na China? Estes e muitos outros já morreram mas a Igreja está viva!
Voltaire, um filósofo francês ateu, sem dúvida foi um dos maiores inimigos da igreja durante o Iluminismo. Ele investiu muito tempo de sua vida escrevendo livros e diversos artigos focados em destruir a igreja. Em sua casa havia uma imprensa e obstinado usou seu equipamento para produzir literatura com o objetivo de enfraquecer a igreja. Ele disse: “Cem anos após a minha morte, o mundo acordará, e o cristianismo será apenas poeira”. O que aconteceu 100 anos depois de sua morte, foi que a sua imprensa foi adquirida pela Igreja e a mesma imprensa que havia produzido tanto material contra a igreja produziu em torno de 1 milhão de Novos Testamentos.
A igreja é um projeto divino, somos nós e se temos uma certeza é de que “as portas do inferno não prevalecem contra a igreja”. A Igreja é formada por pessoas nas quais habita o Espírito Santo de Deus. Ela é o templo do Espírito, a morada de Deus. Uma grande marca que temos como igreja é a comunhão. Nos encontramos em casas e templos com um único propósito: Glorificamos ao Deus da nossa salvação!  

“Quem, então, pode nos separar do amor de Cristo? Será sofrimento ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou a própria morte? … Estou convencido que nada poderá nos separar do seu amor …  (Rm 8:35-37)

Marcio Tunala.

Servindo através dos dons

Ao receber dons um cristão recebe de Deus, a oportunidade e o privilégio de ser útil às pessoas, à igreja e em especial ao nosso Senhor.

Existe um desejo muito profundo no coração de uma pessoa que teve um encontro real com Cristo. Servir a Deus é um alvo para todo aquele que compreende os valores e princípios apresentados na Bíblia.

Em 1 Coríntios 12: 31 vemos um desafio: “Entretanto, busquem com dedicação os melhores dons. Passo agora a mostrar-lhes um caminho ainda mais excelente”. Lendo as escrituras entendemos que antes de fazer qualquer coisa, em qualquer área da vida, precisamos buscar um propósito. Você pode comprar um relógio, mas que utilidade ele teria se você o deixasse guardado em uma gaveta? Da mesma forma, devemos conhecer o propósito dos dons e talentos que nos são dados por Deus. Esses presentes que são confiados às nossas mãos não são brinquedos. Muito menos posses que obtivemos por algum mérito ou por sermos cristãos super especiais. Eles são ferramentas entregues em nossas mãos para ajudar na obra do Reino de Deus. 
O livro de 1 Pedro no capítulo 4 versículos 10 e 11  nos exorta que: “Cada um exerça o dom que recebeu para servir aos outros, administrando fielmente a graça de Deus em suas múltiplas formas. Se alguém fala, faça-o como quem transmite a palavra de Deus. Se alguém serve, faça-o com a força que Deus provê, de forma que em todas as coisas Deus seja glorificado mediante Jesus Cristo, a quem seja a glória e o poder para todo o sempre. Amém.” Ao receber dons um cristão recebe de Deus, a oportunidade e o privilégio de ser útil às pessoas, à igreja e em especial ao nosso Senhor.
Nas escrituras aprendemos que o exercício dos dons produz glória para Deus. Cada vez que alguém é salvo, curado, encorajado, ministrado de alguma forma através da utilização dos dons, se cumpre o propósito deles. Indiscutivelmente receber dons espirituais é superior a qualquer honra humana.

Mas o maior segredo para que os dons sejam verdadeiramente eficazes encontramos em 1 Coríntios 13: 1 “Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o sino que ressoa ou como o prato que retine.  Ainda que eu tenha o dom de profecia e saiba todos os mistérios e todo o conhecimento, e tenha uma fé capaz de mover montanhas, mas não tiver amor, nada serei. Ainda que eu dê aos pobres tudo o que possuo e entregue o meu corpo para ser queimado, mas não tiver amor, nada disso me valerá”. Quando servimos a Deus com nossos dons, abençoamos muito as pessoas. 

Servir a Deus é o maior privilégio que tenho. Eu merecidamente recebi dons espirituais para contribuir servindo a igreja de Cristo, enquanto Deus me conceder a vida.

Marcio Tunala

Todo dia é dia de multiplicar

No universo dos pequenos grupos a multiplicação acontece todos os dias. Multiplicamos vidas e fazemos isso através do poder de Deus. Muitas vezes observo líderes de pequenos grupos preocupados com a demora da multiplicação de seu grupo. Alguns cometem o erro de cobrar com frequência dos liderados este fato. O grande alvo de um líder nunca deve ser a multiplicação rápida do grupo que lidera, mas sim a multiplicação diária que acontece quando vivemos os princípios da Palavra.
Quando um pequeno grupo de discípulos apaixonados por Cristo e obedientes a palavra vivem o verdadeiro evangelho, a multiplicação é um fato. Todos os dias este grupo está conectado com vidas através de relacionamentos discipuladores. Oramos, falamos, nos encontramos com pessoas. Visitamos, ensinamos e de muitas formas nos envolvemos produzindo assim a multiplicação do amor. Não multiplicamos quando o PGM se resume a um grupo de irmãos que sistematicamente se encontram. Não multiplicamos enquanto o roteiro do encontro está sempre nos lembrando do que deveríamos fazer. A multiplicação acontece quando Cristo é Senhor absoluto do meu coração e viver Cristo é uma realidade diária.
É tempo de multiplicar o amor de Deus!

A Matemática do Céu

O que é multiplicação?

Um professor de matemática facilmente nos responderia esta pergunta. Ele nos responderia que: A multiplicação nada mais é do que a soma sucessiva de um dos fatores.
Você já deve ter respondido isso em uma prova. Na multiplicação o número um é o elemento neutro. Qualquer número multiplicado por um é um.
Lembrar desta regra me fez muito bem pois nos pequenos grupos multiplicadores esta é a regra mais importante, multiplicamos vidas e no resultado final com dezenas, centenas ou milhares de vidas restauradas o número que continua sendo a referência é o um.
A Bíblia nos diz que: “E era um o coração e a alma da multidão dos que criam” (Atos 4:32). Na matemática de Deus “Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; Um só Senhor, uma só fé, um só batismo; Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós”. (Efésios4: 4 a 6).
Para que haja de fato um movimento de multiplicação, cada um é importante e de um a um nós podemos impactar uma cidade.

A VERDADEIRA PAZ

“Graça e Paz”, é o cumprimento que o apóstolo Paulo usava em suas cartas. Encontramos estas palavras em suas saudações, despedidas e ensinamentos com muita frequência. Paulo nos ensinou, com exatidão, o que significava a graça e também deixou claro o que é ter uma vida de paz. Quando lemos o Antigo Testamento vamos encontrar uma outra saudação muito completa – Shalom – é o termo para desejar paz. No comentário bíblico Wiersbe temos uma ampla definição do termo Shalom que mostra sua profundidade – “significa integridade, plenitude, saúde, segurança e até mesmo prosperidade, em seu melhor sentido.” Observando estes termos e esta forma de saudar pessoas percebo que é exatamente isso que mais precisamos em nosso dia. O mundo precisa de paz, mas a paz que vem do Alto. O homem conhece momentos de trégua, mas só Deus pode de fato proporcionar paz. Quando uma guerra é estabelecida, tudo que se deseja é o fim dela, desejamos que aqueles que guerreiam, tenham a capacidade de enxergar quão destrutivo é um conflito, e em especial destaco os armamentos com grande poder de destruição que são utilizados. A grande prova que a paz nunca esteve de forma objetiva na História da humanidade é que todas as vezes que uma guerra termina, os investimentos em tecnologia de armamentos aumentam absurdamente. Seria uma grande ingenuidade esperar paz das nações, podemos até esperar acordos, negociações que impeçam a guerra, mas a paz que a Bíblia fala, somente Deus pode oferecer. Durante as grandes guerras que já aconteceram, homens que confiavam em Deus provaram a paz, podemos afirmar que a paz verdadeira permanece no coração do homem indiferente das circunstâncias. Jesus nos disse que teríamos aflições. Ele não deixa dúvida em sua Palavra. Ele afirma algo que aconteceria, que conviveriam. Você conhece alguém que pediu a Deus a sua porção de aflição? Pedimos a Deus que nos dê a Sua paz. O mais importante é entender que Deus não vai nos enviar a Sua paz. Ele já fez isso. A paz verdadeira não é um sentimento de bem estar, não é ausência de conflitos mas confiança que a nossa vida está nas mãos de Deus. Você já provou a verdadeira paz? Você pode afirmar que é um homem de paz? Em João 14.27. Jesus fez uma importante afirmação: “Deixo-lhes a paz; a minha paz lhes dou. Não a dou como o mundo a dá. Não se perturbem os seus corações, nem tenham medo”.

Pr. Marcio Tunala

O CARPINTEIRO – Em seus passos o que faria Jesus?

Em uma época onde muitos casamentos são quebrados, quero lhe indicar um filme que mostra uma bela historia de restauração de uma família. Rebelando-se contra seus pais e suas raízes de um lar desfeito, Matthew Stevenson, de 15 anos, faz uma péssima escolha para chamar atenção: destrói a igreja que seu pai havia acabado de reformar. Então, para custear esse ato criminoso, ele aceita reparar o dano que causou as detalhadas estruturas de madeira da igreja e passa a trabalhar ao lado de Ernest Otto (John Ratzenberger), um talentoso, porém solitário carpinteiro. Trabalhando juntos, nasce entre eles uma boa amizade, e os dois descobrem que tudo é possível quando se tem fé, família e amigos.

Encontrando o amor em Nebraska

Assistir um filme onde trata de famílias divididas pelo passado é sempre uma boa opção para fortalecer os valores de família. Kennedy Blaine, uma garota californiana, herda uma fazenda na pequena cidade de Valentine em Nebraska. Antes de vender a propriedade, ela decide passar o verão em sua casa para aprender mais sobre sua família. Indico este filme para você assistir com sua família.

A FONTE DA RESILIÊNCIA 

Se existe uma palavra que combina com o cristianismo, eu diria que é resiliência. Esta expressão define a capacidade de uma pessoa se adaptar e até mesmo  crescer após momentos de adversidade. Às vezes, as experiências vividas nos leva a nocaute, mas como todo bom boxeador, levantar-se é a mais importante decisão a se tomar, depois da queda. Para vencer as lutas é importante ser resiliente. Quanto mais preparado para lidar com os contratempos da vida você estiver, mais resiliente você se torna. Passar por lutas é normal a qualquer pessoa, mas levantar-se é sempre uma possibilidade. Augusto Cury disse que: “Se alguém lhe bloquear a porta, não gaste energia com o confronto. Procure as janelas”.

Muitos personagens da Bíblia nos inspiram com atitudes de resiliência. O apóstolo Paulo foi preso e açoitado inúmeras vezes por propagar uma mensagem que ele acreditava muito. Nada e ninguém impediu ele de viver por esta causa. Um dia, provou a morte cruel pelo simples fato de ser um discípulo fiel a Jesus. Os ensinamentos de Paulo, registrados em sua maioria dentro de uma cela de prisão, são para nós hoje uma fonte de conhecimento sobre a fé cristã. De modo geral, ao longo de 2000 anos, o cristianismo testemunha diariamente o que é ser resiliente. A verdade é que ser resiliente é diferente de ser persistente ou insistente. A resiliência tem muito a ver com a capacidade de adaptação, flexibilidade e habilidade de manter-se estruturado perante às situações difíceis e estressantes, no caso das histórias dos cristãos que foram, muitas vezes, desumanas. 

O livro de 2 Coríntios 11, nos versículos 26 a 28, tem um relato claro de resiliência. Paulo nos diz o seguinte: “Estive continuamente viajando de uma parte a outra, enfrentei perigos nos rios, perigos de assaltantes, perigos dos meus compatriotas, perigos dos gentios, perigos na cidade, perigos no deserto, perigos no mar, e perigos dos falsos irmãos. Trabalhei arduamente; muitas vezes fiquei sem dormir, passei fome e sede, e muitas vezes fiquei em jejum; suportei frio e nudez. Além disso, enfrento diariamente uma pressão interior, a saber, a minha preocupação com todas as igrejas”. Sabemos que nem todo dia é bom, mas sempre tem algo bom para se fazer todo dia. Escolher o certo deve ser sempre a opção de quem conhece a Deus. Um cristão submetido ao poder e a autoridade de Deus pode experimentar a resiliência. Isso significa que ele vai desenvolver grande capacidade de adaptação. Ser resiliente é esperar que as coisas sempre terminem bem, mesmo quando tudo diz que não. Sua atitude é positiva mesmo em épocas de crise. Um resiliente aprende continuamente com as experiências da vida. 

Um cristão que vive guiado pelo ensinamentos da Bíblia vai ter a resiliência como uma característica forte. A resiliência é uma característica fundamental para pessoas que desejam crescer e progredir, e nos tornamos discípulos cada vez mais preparados para honrar a Cristo, apesar de todos os vales que passamos e tempestades que surge no caminho. Como filhos de Deus sabemos que jamais faremos isso sozinhos, pois Deus sempre estará conosco e sempre nos protegerá através da sua misericórdia que é renovada a cada manhã. Então, seja resiliente e viva intensamente como uma carta viva que revela a grandeza de Deus em cada dia, até que Ele venha.

Salmo 84:4-6 – Como são felizes os que habitam em tua casa; louvam-te sem cessar! Como são felizes os que em ti encontram sua força, e os que são peregrinos de coração! Ao passarem pelo vale de Baca, fazem dele um lugar de fontes; as chuvas de outono também o enchem de cisternas.

Marcio Tunala

 

Pequenos grupos online

PGM ONLINE é um pequeno grupo de pessoas que se reúne virtualmente, regularmente, para glorificar a Deus por meio do fortalecimento de Relacionamentos Discipuladores, e da multiplicação de discípulos. Os encontros devem proporcionar crescimento na fé através de um relacionamento de cumplicidade, com o objetivo de atender as necessidades uns dos outros, capacitando todos a fazer discípulos.

Cada PGM deve consistir entre 5 a 8 pessoas e os encontros devem acontecer em uma plataforma de videoconferência. O grande objetivo de um encontro online é glorificar a Deus através do cuidado de pessoas, promovendo o crescimento e a unidade da igreja de Cristo. Sem dúvida, é importante que cada membro do PGM online tenha intencionalidade de fazer discípulos, proporcionando assim o crescimento do grupo. O PGM online tem oportunizado a igreja entrar em lares espalhados por todos os lugares sem as barreiras geográficas. É tempo de propagar o Evangelho, é tempo de fazer evangelismo digital. Vamos espalhar PGMs na internet, entrando nos lares espalhados pelo Brasil e por que não em outros países? A igreja precisa ter como foco o crescimento do Reino. Alcançando vidas e, em especial, os não alcançados pela internet, incentivando e conscientizando as pessoas a se envolver com uma igreja local.

Os PGMs virtuais têm uma grande possibilidade de atrair desigrejados, tratar suas feridas e fortalezas. Com isso, vidas são restauradas. Eu creio que a igreja precisa enxergar as oportunidades. Na cidade de Curitiba existem pessoas que posso convidar para participar do PGM em minha casa, mas um PGM online possibilita participantes de muitos outros lugares. Longe de minha cidade me relaciono com pessoas por vínculos parentais, de amizade, profissionais. Através dos relacionamentos que tenho, posso iniciar o processo de encontros discipuladores com essas pessoas. Cada uma delas também têm pessoas que se relacionam virtualmente e que serão convidadas a conhecer o PGM online e se envolver com o discipulado. Discípulos que fazem discípulos.

A igreja local e os relacionamentos presenciais são fundamentais na vida de uma pessoa, promover o vínculo dos novos discípulos com uma igreja local é algo importante. Mas o que precisamos entender é que existe um grande “mar” de oportunidades no universo virtual. Pessoas que precisam de Cristo e podem provar do amor de Deus através dos relacionamentos, mesmo quando se está enclausurado no mundo virtual.

Usando as plataformas de videoconferências podemos promover treinamentos de capacitação de líderes e encontros de supervisão com eles, para que haja um aprimoramento contínuo que produza crescimento e expansão do Reino de Deus na terra. Desenvolver pequenos grupos online é mais uma forma de viver igreja, rompendo com qualquer barreira que nos impeça de avançar até que Cristo venha!

Marcio Tunala

 

Universo Virtual

O universo virtual chegou e nos últimos dias arrebanhou pessoas de todas as gerações. Participar de encontros virtuais ainda é um desafio para algumas pessoas. Mas cada vez mais nós estamos aprendendo a viver com esta nova realidade. As ferramentas que usamos hoje com tanta frequência nesses dias de pandemia não são novas, elas estavam disponíveis há alguns anos, mas muitos de nós fizemos a escolha de não usá-las. O que aconteceu foi que da noite para o dia houve uma grande correria para adaptar nossas vidas a uma nova realidade. Para algumas pessoas, usar tecnologia na comunicação já era algo corriqueiro, seja por questões profissionais ou familiares que moram longe. Porém, de modo geral, o velho telefonema ainda era a principal  forma de se comunicar com outras pessoas. 

No caso de encontros da igreja, no universo virtual, para muitos era visto com maus olhos, não fazia sentido. Até que o Coronavírus chegou, e não permitiu condição de escolha. O fato é que nesse período aprendemos um pouco mais sobre conhecer e utilizar novas ferramentas. A pergunta que não quer calar é: E daí? O que é que fica? Como posso administrar tudo isso?

Encontros familiares, cursos, aulas, reuniões, encontros de orações, encontros de pequenos grupos, estudos bíblicos, aconselhamento, mentoria, bate papo, são eventos que participamos online. Assistimos virtualmente cultos, lives, palestras, shows e tantas outras coisas. No universo da internet há uma imensidão de acontecimentos. Com um celular em mãos eu posso me conectar a uma expressiva variedade de coisas. Na verdade, existem aplicativos para praticamente tudo nos nossos dias, que trazem algumas facilidades. Mesmo precisando de suporte de outros com frequência para entender como funciona uma ferramenta ou outra, parece que não há como fugir desta realidade.

Ouvi de uma pessoa que antigamente não tinha nada disso, e que a vida era mais simples e muito melhor. Bom, respeito a opinião de todos, mas confesso que gosto dos tempos modernos, gosto de contar com a internet, de usar aplicativos de videoconferências e tantas outras coisas. O grande problema está em administrar o tempo com equipamentos e soluções que podem consumir meus dias. A boa e velha disciplina continua sendo um grande desafio para cada um de nós. 

O meu conselho é muito simples: não seja escravo do mundo virtual. Continue investindo em relacionamentos como prioridade e use a internet para contribuir com isso. Tenha controle do tempo conectado. Sabemos que todo excesso é prejudicial. Não abra mão de usar todos os recursos que você tem para provar mais de Deus, conhecer mais a Bíblia e se relacionar com pessoas saudáveis. O estilo de vida com conexões diárias é uma realidade. As ferramentas para acessar a internet vieram para te proporcionar companhia. Seja prudente e viva sua vida com propósito e para honra e glória de Deus. 

Salmos 84:11 “O SENHOR Deus é a nossa luz e o nosso escudo. Ele ama e honra os que fazem o que é certo e lhes dá tudo o que é bom”.

Marcio Tunala