Um discipulado desafiador.

 

Este ano Deus me deu a oportunidade de caminhar mais próximo de dois adolescentes. Uma experiência discipular muito especial mas também reveladora. Tentar compreender os adolescentes para quem já esta 30 anos distante desta fase requer muita reflexão. O contexto caótico em que vivemos exige das famílias e também da igreja um repensar de suas estratégias para com nossos meninos e meninas.

A adolescência é um período de amadurecimento e transição que apresenta muitos desafios, tanto para o adolescente quanto para a família. O crescimento do cérebro, a puberdade e o desenvolvimento da sexualidade são elementos para pontuar esta fase na vida de qualquer ser humano.

A transição da infância para a fase adulta já é suficiente para entender as crises pelas quais eles podem passar. A mudança fisiológica vem acompanhada da mudança emocional e um universo se abre para o adolescente com novas descobertas e percepções que até então eram desconhecidas. Eles vivem muitas pressões e podem ficar confusos com suas ideias e opiniões.

Neste período os meninos e as meninas se deparam com a realidade do mundo adulto, e tais realidades causam mal estar para quem não está preparado para lidar com questões complexas.

O contexto familiar pode contribuir muito para dificultar um período que por si só já apresenta desafios. Muitos adolescentes encontram na família e na sociedade uma realidade difícil e não conseguem enfrenta-lá sozinhos.  Essa percepção do mundo pode provocar desesperança e desespero e, com isso, falta de motivação para assumir responsabilidades fundamentais.

Como motivar um jovem a desenvolver sonhos em um contexto político tão deplorável? Como esperar equilíbrio com uma realidade no âmbito familiar tão complicada? O cenário apresenta a geração adulta confusa, sem ideais, alimentando conflitos ideológicos sem qualquer bom senso. Como fica a cabeça de um adolescente quando testemunha o comportamento de seus pais e até mesmo avós bem explícitos nas redes sociais? O contexto político e cultural no mundo não proporciona um ambiente saudável para que meninos e meninas possam se desenvolver sem o pano de fundo de perspectivas tão negativas.

Como a igreja pode contribuir para oferecer uma resposta e também uma oportunidade para as novas gerações? A busca de crescimento por princípios bíblicos é o que mais pode proteger nossas crianças para o ingresso no mundo adulto de forma saudável. O discipulado é o melhor caminho para que uma geração possa influenciar a próxima geração. Adolescentes precisam ser discipulado, mentoriados.

É muito importante construir uma estrutura de apoio para esta geração e refletir sobre as estruturas ministeriais que se desenvolvem na igreja. A segregação é o modelo mais utilizado quando os adolescentes perdem o espaço de convívio com gerações mais novas ou mais velhas. O se relacionar com pessoas da mesma faixa etária traz muitos benefícios, mas quando isso é demais ou a única geração que eles se identificam, traz dificuldade. Este comportamento leva o adolescente a um isolamento mesmo  quando próximo de sua família.

Os adolescentes precisam muito da mentoria de seus pais, de pessoas mais experientes como professores, líderes ministeriais, parentes e amigos maduros. Conviver com pessoas de outras gerações pode contribuir muito para um crescimento saudável. Vamos observar melhor nossos adolescentes, eles precisam de cuidados, precisam de amigos, de mentores e tudo isso pode ser oferecido dentro do estilo de vida discipular na igreja.

Marcio Tunala.

 

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Pequeno Grupo Multiplicador – Jovens

Não há dúvida de que nada combina tanto com jovens do que Pequenos Grupos Multiplicadores. Os jovens têm características relacionais muito mais intensas do que os adultos. Se você é um pastor de igreja ou um líder de jovens, e ainda não está envolvido em um movimento de pequenos grupos com jovens, quero encorajar você a refletir sobre as vantagens de estruturar sua juventude em PGMs.

1- Construindo Amizades Sólidas –  Um PGM tem o poder de transformar relacionamentos superficiais em amizades sólidas. Todas as semanas os jovens vão frequentar o mesmo grupo. E nestes encontros os jovens compartilham idéias e sentimentos. Com o passar do tempo este encontro leva os jovens a se conhecerem muito mais. As amizades fortes fazem do ambiente da igreja no sábado ou domingo um lugar muito mais significante. Um outro grande benefício dos relacionamentos saudáveis é o ambiente para que jovens namorem com alguém da mesma fé que a sua.

2- Relacionamentos Discipuladores – Participar de uma igreja é sem dúvida uma experiência muito positiva, mas isso não garante um crescimento de qualidade. Um relacionamento discipulador leva um jovem a maior maturidade. O hábito de compartilhar suas experiências com base no princípio bíblico de ensinar uns aos outros, sem dúvida traz qualidade de vida. Considerando o enfraquecimento nos relacionamentos familiares, este hábito traz crescimento integral aos jovens. Este bom hábito fortalece muito o jovem na sua vida devocional diária que consiste em um maior preparo para a leitura bíblica, o estudo da palavra e vida de oração.

3- Compartilhar Sua Vida em Grupo – Muitos jovens têm dificuldade em abrir seu coração com seus pais. E falar com um pastor é um desafio ainda maior. Com o passar dos dias os encontros vão proporcionar ao jovem um ambiente favorável para expor sua vida, frustrações, limitações. No encontro, o jovem está acompanhado de pessoas de sua faixa etária que vivem os mesmos dilemas que ele. Isso sem dúvida é encorajador, e quanto mais transparente o líder manter os encontros maior a chance de fortalecer os jovens em uma caminhada saudável.

4- Celeiro de Líderes – Jovens são ensináveis, e o ambiente do pequeno grupo é apropriado para a formação de líderes. O processo de multiplicação abre espaço para que novos líderes sejam estabelecidos. Sabemos que Deus tem planos para cada um de nós, e na Bíblia em muitos momentos vemos Deus levantar jovens como Daniel, Gideão, Davi e outros para desafios grandiosos. Liderar um Pequeno grupo é simples e ao mesmo tempo gratificante. Muitos jovens têm aprendido liderar em suas igrejas e colhido frutos também em sua vida profissional. Líderes de Pequenos Grupos são confiáveis e abençoados. Jovens liderados com excelência são motivados a se tornarem líderes e serão engajados no cuidado de pessoas.

5- Alcance da Geração – Jovens atraem jovens. Por muitas razões os jovens são atraídos a grupos de sua geração. Quando são convidados a irem a uma casa para encontrarem com outros jovens eles facilmente aceitam o convite. Jovens motivados a convidar outros jovens são bem sucedidos na maioria das vezes. Um encontro de jovens quando bem liderado cresce rapidamente e produz frutos que permanecem.

6- Compartilhar a Palavra – O roteiro pré estabelecido proporciona ao longo das semanas uma oportunidade de compartilhar a palavra de Deus com temas relevantes e atuais. A troca de experiências com base nos princípios bíblicos é um extraordinário momento de crescimento pessoal.

7- Orando Uns Pelos Outros – O hábito de orar com pessoas e pelas pessoas é um diferencial de um PGM. No momento da oração o jovem expõe suas necessidades e ouve as necessidades dos outros. Um belíssimo hábito cristão sendo praticado em um ambiente muito rico e também descontraído. Levar os jovens a ter uma vida poderosa de oração é um excelente desafio.

O PGM jovem é uma oportunidade de estabelecer uma juventude forte e ativa na igreja. O desejo de glorificar a Deus, a necessidade de relacionamentos interpessoais sólidos e o número de jovens vivendo em profunda perdição devem ser motivadores para implantar com urgência este modelo de ministério nas igrejas.

O quanto queremos de fato alcançar nossa cidade para Jesus?

 

Eu sempre declaro que desejo ver muitas pessoas sendo alcançadas por Jesus na cidade. E, se pergunto, para qualquer membro da minha igreja, o desejo é o mesmo. Igrejas envolvem grande parte do seu tempo em projetos, cultos e mensagens evangelísticas. Encontramos também na internet muitas ideias para ações.

Não tenho dúvida que o maior interessado na salvação das pessoas é o próprio autor da salvação. Mas ela é obra do Espírito e Deus nos dá o privilégio de anunciar Cristo em todos os lugares. A Palavra diz: “Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei. E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo.” (João 16.7,8).

O que de fato é necessário ou mais importante para que uma igreja participe da colheita? A falta de resultados não é simplesmente pela ausência de um planejamento, mas acredito que a frieza no coração da igreja é o grande empecilho para o crescimento.  A falta de amor por pessoas nos impede de ser testemunhas de salvação e milagres. Falta de paixão por almas é o combustível da estagnação.

Uma igreja que prospera na evangelização é uma igreja que se importa e sente o desejo de compartilhar o amor de Deus. Um bom planejamento sempre será importante, mas será ineficaz se não tiver o principal elemento. Deus quer usar a igreja e planejou transformar vidas utilizando discípulos.

Quanto tempo tem sido dedicado em oração pelos perdidos? Quantas lágrimas têm sido derramadas por vidas que não conhecem a Cristo? Amzi Clarence Dixson disse: Quando dependemos das organizações, obtemos o que elas podem oferecer; quando dependemos da educação, alcançamos o que ela pode oferecer; quando dependemos dos homens, obtemos o que eles podem fazer; mas quando dependemos da oração, alcançamos o que Deus pode fazer.

Nosso sucesso está totalmente vinculado ao nosso coração e à nossa intimidade com Deus. Discípulos com um coração dominado pelo amor de Deus, agindo com intencionalidade serão sempre testemunhas oculares do milagre da salvação. Que venha a grande colheita do Senhor e que sejamos usados poderosamente pelo Espirito Santo.

Marcio Tunala

Legitimamente Apostolo!

Paulo foi um importante apóstolo de Jesus para o cristianismo. Muitos são os textos que trazem informações deste servo. Ele nasceu em Tarso, na Cilicia uma cidade muito importante por muitos séculos. Não se sabe exatamente quando Paulo nasceu mas muitos estudiosos apontam para a primeira década do século d.C. O seu nome significa pequeno. Existem registros de 1 Co.2.3 e 2 Co10.10 que descrevem seu tamanho e também aparência física. Estes registros são encontrados no livro apócrifo “Atos de Paulo e Tecla”. O livro de Atos cita sobre familiares próximos de Paulo (At.23.16). Uma importante informação de Paulo é sobre seus estudos. ele foi aluno de um importante mestre, Gamaliel. Outro tema indiscutível com relação a vida de Paulo era seu intenso envolvimento religioso. Vamos encontrar registros como o de Gl.1.14, onde ele é citado como uma frequentador da sinagoga e que  também seguiu as tradições farisaicas. Antes de sua conversão, Paulo se chamava Saulo e era um agente do império, que munido de documentos oficiais, perseguiu as famílias cristãs. Paulo foi alcançado por Cristo e comissionado a pregar o evangelho aos gentios. Paulo usado pelo Espírito Santo traz um conteúdo aprofundado e leva a igreja a experimentar uma nova etapa com muito mais aprofundamento. Ele foi sem dúvida o homem escolhido por Deus para levar a igreja ao crescimento através de um movimento missionário altamente eficaz. Paulo é responsável por importante conteúdo do novo testamento. ele é o autor da maioria dos livros do NT ficando atrás em conteúdo apenas por Lucas, autor de Atos e Lucas. Paulo foi um apóstolo gigante apesar de se considerar o menor de todos os apóstolos (1 Cor.15.10).

Sem dúvida Paulo é um apóstolo legítimo ao lado dos doze escolhidos por Cristo e levantado para uma nobre tarefa que executou com excelência. entregou-se a Cristo e não se importou de correr riscos diários até ser morto cumprindo seu chamado ao autor e consumador de sua fé, esta que defendeu até a morte.

Portanto, a missão de Paulo decorre inevitavelmente de sua relação com Cristo. Tudo o que ele faz, todas as suas viagens, todo o seu ministério, todo seu Trabalho é motivado pela sua experiência com Deus. Paulo expressa isso de forma clara quando diz: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé no filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim” (Gl 2, 20).

 

Marcio Tunala

Os evangelhos e missões

Quando procuramos a palavra “missionário” em um dicionário de língua portuguesa, mais precisamente no dicionário Aurélio, encontramos a seguinte descrição: “pregador da missão cristã”.  Particularmente, eu gosto bastante desta descrição, pois o Aurélio não confundiu o que é ser um missionário, como muitos cristãos estão fazendo. Ser missionário não significa apenas viajar para um lugar distante com o objetivo de falar de Jesus para outras nações e povos. Nos evangelhos percebemos o avanço e aprimoramento da proclamação do Reino de Deus. Graças a Deus, que em nossos dias, temos irmãos corajosos que amam Jesus o suficiente para deixar sua família, sua cultura e submeter-se exclusivamente a apresentar Jesus para outros povos. Se existe uma mensagem que pode mudar a vida de pessoas e povos por completo: é a mensagem da cruz, o evangelho do Reino. Ser missionário é ser cristão e ser cristão é ser missionário, e assim, levar Cristo a outros através do amor. Missões é um projeto de Deus para o mundo e todos nós estamos no plano missionário de Deus.

Os evangelhos vão enfatizar que o mandamento de pregar o evangelho é permanente. Precisamos reavivar a consciência de nossos privilégios e de nossos deveres como filhos de Deus, pois somos pessoas salvas por Deus em Jesus Cristo. Hebreus 3.1 diz: Portanto, santos irmãos, participantes do chamado celestial, fixem os seus pensamentos em Jesus, apóstolo e sumo sacerdote que confessamos. A autoridade de Jesus não tem limites nem fronteiras, seu governo está acima de tudo e todos, e isto com certeza faz parte da mensagem proclamada por discípulos espalhados por todos os cantos. A promessa mais empolgante e motivadora é a de que Cristo estaria conosco todos os dias, através de seu Espirito Santos. No novo testamento isso fica evidente, em especial no livro de Atos, pois sem o Espírito de Deus não haveria a obra evangelística, e não aconteceria salvação. O movimento missionário de nossos dias precisa ser inspirado totalmente nas escrituras e focado na simples e pura mensagem do evangelho. O Cristo ressurreto sem dúvida é nossa maior inspiração na pregação do evangelho.

Marcio Tunala

 

O Valor da Mentoria.

Andy Murray é um dos maiores atletas da história do Reino Unido. Nas quadras de tênis, o escocês atingiu méritos por poucos conquistados. Um atleta indiscutivelmente talentoso. O britânico é o quinto maior vencedor de Masters 1000, ao lado de Pete Sampras. Em Grand Slam, Murray brilhou no US Open e Wimbledon. e o ouro olímpico em 2012, nos Jogos de Londres. Muito se houve deste atleta, mas quero chamar atenção para um nome bem menos conhecido que é Ivan Lendl é um tcheco naturalizado americano. Este é o técnico de Andy. Um atleta pode ter muito talento, mas se ele não tiver um técnico competente direcionando seus movimentos, encorajando e exigindo mudanças em seu estilo de jogo, ser um campeão seria impossível. Deixando o universo do esporte e observando a liderança na igreja, percebo que muitos pastores não têm valorizado a mentoria como algo fundamental para alcançar melhores resultados.

Um líder cristão precisa de uma boa intimidade com Deus obediência inegociável a palavra. e também necessita de mentores. Para um líder, identificar pessoas que possam se tornar seus fiéis conselheiros é de extrema importância se submeter em processos que proporcione avaliações. Mentores são pessoas com condições de dar um feedback honesto, que contribua para uma melhor análise de performance. Ter conselhos de lideres experientes vai impulsionar sua confiança para lidar com cenários que estão fora da sua zona de conforto. Um líder jamais deve aceitar o isolamento, e um habito muito importante a ser desenvolvido em seu estilo de vida é mentoriar outros também, colocando a disposição do Reino de Deus suas experiências acumuladas. Graças a Deus muitos lideres cristãos  já entenderam que esta ferramenta resulta em diversos benefícios e o principal é ter servos  com um visão de longo alcance. Você tem mentores? Seu estilo de liderança esta aberto para enxergar oportunidades abençoadoras? Então não deixe de compartilhar suas idéias e deixe Deus usar outros lideres para forjar suas capacidade produzindo um ministério cristão cada vez mais relevante.

Marcio Tunala