A força de um vulcão

No dia dezenove de setembro de 2021 aconteceu a erupção do vulcão Cumbre Vieja, La Palma, uma ilha espanhola localizada no arquipélago das Canárias. Observando alguns vídeos feitos com drones pude mais uma vez observar como é grandioso a força da natureza. Em 2019 eu tive a oportunidade de visitar a Nicarágua. De dentro do avião ainda na minha chegada eu pude ver uma gigantesca coluna de fumaça o que me fez perceber que eu estava diante de um vulcão e que isso nunca aconteceu antes. A Nicarágua possui 14 vulcões em seu pequeno território, menor que a maioria dos estados brasileiros. O Vulcão Masaya que pude visitar é muito  impressionante. Neste vulcão pude ficar cara a cara com a lava e testemunhar de frente a imensa coluna de enxofre saindo do chão. Tenho absoluta certeza que visitar um vulcão foi o maior exemplo que pude ver da força da natureza. Quando estava diante da grandeza daquele vulcão me veio à mente a grandeza do criador.  A bíblia diz: “Grande é o SENHOR e mui digno de ser louvado; a sua grandeza é insondável” (Salmos 145.3). Sempre ouvi sobre a grandeza de Deus, muitas são as canções que cantei que fazem esta declaração. Mas cada dia mais percebo ser impossível para um homem entender a dimensão disso. O apóstolo Paulo no livro de Romanos 1.20 declara que : “os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas”. Percebemos Deus na criação, podemos perceber suas digitais no exuberante universo. O inacreditável de Deus quando compreendemos sua grandeza é ver como se importa com o ser humano. A maneira como escolheu se relacionar com alguém tão insignificante como eu e você. A força do vulcão surpreende, ele simplesmente faz com que todo ser vivo que não tem condição de fugir dele seja destruído. Mais Deus que é muito mais poderoso e quem garante vida a todo ser vivo e permite que tenhamos um relacionamento pessoal com ele. Salmos 19.1, diz que “os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos”. Tudo que posso aprender com tudo isso é que por mais força que tenha qualquer fenômeno da natureza o poder e o amor de Deus continua sendo a força mais poderosa que podemos contemplar e experimentar em nossas vidas.

Marcio Tunala

MORAVIANOS | QUANDO O CÉU ALCANÇA A TERRA

Quando busco um testemunho na história do cristianismo para usar como inspiração de comprometimento para os membros da igreja que faço parte a Comunidade Batista Vida Nova. Os moravianos são a fonte que minha memória apresenta. Este movimento do céu na terra surgiu em Hernhut, Alemanha no século 18, o movimento de oração continua (24 horas) chamado Moravianos durou por quase 100 anos, e eles não oravam por aquilo que não estavam dispostos a serem a resposta. Os Moravianos eram muito dedicados ao Senhor, mais de 2150 membros de sua igreja foram enviados como missionários, a ação missionária utilizou pessoas simples e comuns de coveiro a lavrador, de sapateiro a oleiro e até como escravo vendido. Marcaram um recomeço de um mutirão missionário a todas as nações. Certa vez foi feita a seguinte pergunta a um Moraviano: “O que significa ser um Moraviano?”. E ele respondeu: “Ser um Moraviano e promover a causa global de Cristo são a mesma coisa”.

Dois jovens Moravianos, de 20 anos, ouviram sobre uma ilha no Leste da Índia onde três mil africanos trabalhavam como escravos e cujo dono era um Britânico agricultor e ateu. O coração dos jovens se contorceu só de imaginar que todas essas pessoas passariam o resto de suas vidas confinadas sem jamais ouvir falar sobre o amor do Pai. Então esses dois jovens fizeram contato com o dono da ilha e perguntaram se poderiam ir para lá como missionários, a resposta do dono foi imediata: “Nenhum pregador e nenhum clérigo chegaria a essa ilha para falar sobre essa coisa sem sentido”. Isso seria o ponto no qual a maioria de nós desistiria, para eles foi a motivação para tomar a decisão mais difícil de suas vidas: vender-se como escravo. Eles poderiam suportar o fato de viverem confinados pelo resto de seus dias, mas jamais suportariam saber que tantas almas morreriam sem salvação. O valor da venda pagou a viagem até a ilha, depois disso jamais se receberam notícias dos dois.

Na hora da partida houve orações, choros e abraços, amigos e familiares puderam dar o último adeus para seus irmãos. E algumas pessoas falaram: porque vocês estão fazendo isso? Vocês nunca mais irão ver seus familiares e amigos, e vão ser escravos para o resto de suas vidas! Mas, quando o barco estava se afastando do porto os dois jovens levantaram suas mãos e declararam em voz alta:

“Para que o CORDEIRO que foi imolado receba a recompensa por seu SACRIFÍCIO através das nossas vidas”.

Esses dois jovens ousaram ir além de tudo o que se considera “aceitável” para fazer o nome do seu Salvador conhecido. Uma história extraordinária de dois servos que jaz ofuscada, quase esquecida. Os Moravianos sempre foram conhecidos por compreenderem a responsabilidade da evangelização e seu alvo eram povos rejeitados. Mas o exemplo desses jovens é algo extraordinário, eles passaram o resto de suas vidas trabalhando pela salvação daquelas pessoas. Eles levaram a sério este versículo:

“…apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus…” (Rm 12:1)

Marcio Tunala

Eu pertenço à família de Deus

Eu tive um sonho na minha infância que nunca esqueci. Neste sonho eu estava no terreno da igreja e por onde eu andava encontrava jóias de ouro espalhadas pelo chão e eu caminhava e juntava essas joias.
Já estou na meia idade, vou à igreja desde que nasci. Sou de uma família tradicionalmente evangélica, batista sendo mais específico. A igreja que frequentei durante toda a minha infância tinha um dos maiores espaços físicos do lugar onde morava e havia portas duplas nas laterais que eram normalmente abertas durante os cultos.

Tenho muitas memórias do templo, do terreno, das crianças, dos professores de EBD, EBF, musicais, da orquestra, do meu pai tocando no órgão enquanto a igreja cantava os tradicionais hinos do cantor cristão, ensaios do coral das crianças. Nunca vou me esquecer das brincadeiras de roda após os cultos onde adultos e crianças se divertiam juntas.
Ir à igreja e ser igreja é um dos grandes privilégios que recebi da parte de Deus. Percebo algumas pessoas que não valorizam os encontros públicos da igreja e não conseguem enxergar o quão bíblico e saudável é viver em comunhão com os irmãos. Exceto alguns que estão impedidos de congregar por um certo tempo em função de uma pandemia. 

Mas trago à reflexão: Qual é a sua posição sobre ir à igreja? Encontrar-se com o corpo de Cristo, participar da ceia, servir junto com irmãos. Isso é realmente um direcionamento de Deus?

O que é a igreja?

Aprendemos na Bíblia que a igreja é a família de Deus. Eu ousaria afirmar que a igreja é a FAMÍLIA que Deus se propôs a ter segundo o seu coração, conforme a sua vontade, fruto da sua imensa graça. Esta família estava na mente e no coração de Deus desde os séculos eternos, desde “antes da fundação do mundo”.
Muitos podem ser tentados a acreditar que a igreja foi o “Plano B” de Deus depois da queda do homem. Eu creio que a igreja é o “Plano A” de Deus desde antes da criação.  Nenhum grupo na história da humanidade teve tantos inimigos. Herodes, Nero, Domiciano e tantos outros líderes poderosos fizeram de tudo para destruir a igreja. Todos estes homens estão mortos, mas a igreja resistiu a todos os ataques. Que fim levou Stalin e Lenin que tentaram varrer o cristianismo? Por onde anda Mao Tse Tung que perseguiu a igreja de Jesus na China? Estes e muitos outros já morreram mas a Igreja está viva!
Voltaire, um filósofo francês ateu, sem dúvida foi um dos maiores inimigos da igreja durante o Iluminismo. Ele investiu muito tempo de sua vida escrevendo livros e diversos artigos focados em destruir a igreja. Em sua casa havia uma imprensa e obstinado usou seu equipamento para produzir literatura com o objetivo de enfraquecer a igreja. Ele disse: “Cem anos após a minha morte, o mundo acordará, e o cristianismo será apenas poeira”. O que aconteceu 100 anos depois de sua morte, foi que a sua imprensa foi adquirida pela Igreja e a mesma imprensa que havia produzido tanto material contra a igreja produziu em torno de 1 milhão de Novos Testamentos.
A igreja é um projeto divino, somos nós e se temos uma certeza é de que “as portas do inferno não prevalecem contra a igreja”. A Igreja é formada por pessoas nas quais habita o Espírito Santo de Deus. Ela é o templo do Espírito, a morada de Deus. Uma grande marca que temos como igreja é a comunhão. Nos encontramos em casas e templos com um único propósito: Glorificamos ao Deus da nossa salvação!  

“Quem, então, pode nos separar do amor de Cristo? Será sofrimento ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou a própria morte? … Estou convencido que nada poderá nos separar do seu amor …  (Rm 8:35-37)

Marcio Tunala.

Servindo através dos dons

Ao receber dons um cristão recebe de Deus, a oportunidade e o privilégio de ser útil às pessoas, à igreja e em especial ao nosso Senhor.

Existe um desejo muito profundo no coração de uma pessoa que teve um encontro real com Cristo. Servir a Deus é um alvo para todo aquele que compreende os valores e princípios apresentados na Bíblia.

Em 1 Coríntios 12: 31 vemos um desafio: “Entretanto, busquem com dedicação os melhores dons. Passo agora a mostrar-lhes um caminho ainda mais excelente”. Lendo as escrituras entendemos que antes de fazer qualquer coisa, em qualquer área da vida, precisamos buscar um propósito. Você pode comprar um relógio, mas que utilidade ele teria se você o deixasse guardado em uma gaveta? Da mesma forma, devemos conhecer o propósito dos dons e talentos que nos são dados por Deus. Esses presentes que são confiados às nossas mãos não são brinquedos. Muito menos posses que obtivemos por algum mérito ou por sermos cristãos super especiais. Eles são ferramentas entregues em nossas mãos para ajudar na obra do Reino de Deus. 
O livro de 1 Pedro no capítulo 4 versículos 10 e 11  nos exorta que: “Cada um exerça o dom que recebeu para servir aos outros, administrando fielmente a graça de Deus em suas múltiplas formas. Se alguém fala, faça-o como quem transmite a palavra de Deus. Se alguém serve, faça-o com a força que Deus provê, de forma que em todas as coisas Deus seja glorificado mediante Jesus Cristo, a quem seja a glória e o poder para todo o sempre. Amém.” Ao receber dons um cristão recebe de Deus, a oportunidade e o privilégio de ser útil às pessoas, à igreja e em especial ao nosso Senhor.
Nas escrituras aprendemos que o exercício dos dons produz glória para Deus. Cada vez que alguém é salvo, curado, encorajado, ministrado de alguma forma através da utilização dos dons, se cumpre o propósito deles. Indiscutivelmente receber dons espirituais é superior a qualquer honra humana.

Mas o maior segredo para que os dons sejam verdadeiramente eficazes encontramos em 1 Coríntios 13: 1 “Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o sino que ressoa ou como o prato que retine.  Ainda que eu tenha o dom de profecia e saiba todos os mistérios e todo o conhecimento, e tenha uma fé capaz de mover montanhas, mas não tiver amor, nada serei. Ainda que eu dê aos pobres tudo o que possuo e entregue o meu corpo para ser queimado, mas não tiver amor, nada disso me valerá”. Quando servimos a Deus com nossos dons, abençoamos muito as pessoas. 

Servir a Deus é o maior privilégio que tenho. Eu merecidamente recebi dons espirituais para contribuir servindo a igreja de Cristo, enquanto Deus me conceder a vida.

Marcio Tunala

Todo dia é dia de multiplicar

No universo dos pequenos grupos a multiplicação acontece todos os dias. Multiplicamos vidas e fazemos isso através do poder de Deus. Muitas vezes observo líderes de pequenos grupos preocupados com a demora da multiplicação de seu grupo. Alguns cometem o erro de cobrar com frequência dos liderados este fato. O grande alvo de um líder nunca deve ser a multiplicação rápida do grupo que lidera, mas sim a multiplicação diária que acontece quando vivemos os princípios da Palavra.
Quando um pequeno grupo de discípulos apaixonados por Cristo e obedientes a palavra vivem o verdadeiro evangelho, a multiplicação é um fato. Todos os dias este grupo está conectado com vidas através de relacionamentos discipuladores. Oramos, falamos, nos encontramos com pessoas. Visitamos, ensinamos e de muitas formas nos envolvemos produzindo assim a multiplicação do amor. Não multiplicamos quando o PGM se resume a um grupo de irmãos que sistematicamente se encontram. Não multiplicamos enquanto o roteiro do encontro está sempre nos lembrando do que deveríamos fazer. A multiplicação acontece quando Cristo é Senhor absoluto do meu coração e viver Cristo é uma realidade diária.
É tempo de multiplicar o amor de Deus!

A Matemática do Céu

O que é multiplicação?

Um professor de matemática facilmente nos responderia esta pergunta. Ele nos responderia que: A multiplicação nada mais é do que a soma sucessiva de um dos fatores.
Você já deve ter respondido isso em uma prova. Na multiplicação o número um é o elemento neutro. Qualquer número multiplicado por um é um.
Lembrar desta regra me fez muito bem pois nos pequenos grupos multiplicadores esta é a regra mais importante, multiplicamos vidas e no resultado final com dezenas, centenas ou milhares de vidas restauradas o número que continua sendo a referência é o um.
A Bíblia nos diz que: “E era um o coração e a alma da multidão dos que criam” (Atos 4:32). Na matemática de Deus “Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; Um só Senhor, uma só fé, um só batismo; Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós”. (Efésios4: 4 a 6).
Para que haja de fato um movimento de multiplicação, cada um é importante e de um a um nós podemos impactar uma cidade.

A VERDADEIRA PAZ

“Graça e Paz”, é o cumprimento que o apóstolo Paulo usava em suas cartas. Encontramos estas palavras em suas saudações, despedidas e ensinamentos com muita frequência. Paulo nos ensinou, com exatidão, o que significava a graça e também deixou claro o que é ter uma vida de paz. Quando lemos o Antigo Testamento vamos encontrar uma outra saudação muito completa – Shalom – é o termo para desejar paz. No comentário bíblico Wiersbe temos uma ampla definição do termo Shalom que mostra sua profundidade – “significa integridade, plenitude, saúde, segurança e até mesmo prosperidade, em seu melhor sentido.” Observando estes termos e esta forma de saudar pessoas percebo que é exatamente isso que mais precisamos em nosso dia. O mundo precisa de paz, mas a paz que vem do Alto. O homem conhece momentos de trégua, mas só Deus pode de fato proporcionar paz. Quando uma guerra é estabelecida, tudo que se deseja é o fim dela, desejamos que aqueles que guerreiam, tenham a capacidade de enxergar quão destrutivo é um conflito, e em especial destaco os armamentos com grande poder de destruição que são utilizados. A grande prova que a paz nunca esteve de forma objetiva na História da humanidade é que todas as vezes que uma guerra termina, os investimentos em tecnologia de armamentos aumentam absurdamente. Seria uma grande ingenuidade esperar paz das nações, podemos até esperar acordos, negociações que impeçam a guerra, mas a paz que a Bíblia fala, somente Deus pode oferecer. Durante as grandes guerras que já aconteceram, homens que confiavam em Deus provaram a paz, podemos afirmar que a paz verdadeira permanece no coração do homem indiferente das circunstâncias. Jesus nos disse que teríamos aflições. Ele não deixa dúvida em sua Palavra. Ele afirma algo que aconteceria, que conviveriam. Você conhece alguém que pediu a Deus a sua porção de aflição? Pedimos a Deus que nos dê a Sua paz. O mais importante é entender que Deus não vai nos enviar a Sua paz. Ele já fez isso. A paz verdadeira não é um sentimento de bem estar, não é ausência de conflitos mas confiança que a nossa vida está nas mãos de Deus. Você já provou a verdadeira paz? Você pode afirmar que é um homem de paz? Em João 14.27. Jesus fez uma importante afirmação: “Deixo-lhes a paz; a minha paz lhes dou. Não a dou como o mundo a dá. Não se perturbem os seus corações, nem tenham medo”.

Pr. Marcio Tunala

O CARPINTEIRO – Em seus passos o que faria Jesus?

Em uma época onde muitos casamentos são quebrados, quero lhe indicar um filme que mostra uma bela historia de restauração de uma família. Rebelando-se contra seus pais e suas raízes de um lar desfeito, Matthew Stevenson, de 15 anos, faz uma péssima escolha para chamar atenção: destrói a igreja que seu pai havia acabado de reformar. Então, para custear esse ato criminoso, ele aceita reparar o dano que causou as detalhadas estruturas de madeira da igreja e passa a trabalhar ao lado de Ernest Otto (John Ratzenberger), um talentoso, porém solitário carpinteiro. Trabalhando juntos, nasce entre eles uma boa amizade, e os dois descobrem que tudo é possível quando se tem fé, família e amigos.

Encontrando o amor em Nebraska

Assistir um filme onde trata de famílias divididas pelo passado é sempre uma boa opção para fortalecer os valores de família. Kennedy Blaine, uma garota californiana, herda uma fazenda na pequena cidade de Valentine em Nebraska. Antes de vender a propriedade, ela decide passar o verão em sua casa para aprender mais sobre sua família. Indico este filme para você assistir com sua família.

A FONTE DA RESILIÊNCIA 

Se existe uma palavra que combina com o cristianismo, eu diria que é resiliência. Esta expressão define a capacidade de uma pessoa se adaptar e até mesmo  crescer após momentos de adversidade. Às vezes, as experiências vividas nos leva a nocaute, mas como todo bom boxeador, levantar-se é a mais importante decisão a se tomar, depois da queda. Para vencer as lutas é importante ser resiliente. Quanto mais preparado para lidar com os contratempos da vida você estiver, mais resiliente você se torna. Passar por lutas é normal a qualquer pessoa, mas levantar-se é sempre uma possibilidade. Augusto Cury disse que: “Se alguém lhe bloquear a porta, não gaste energia com o confronto. Procure as janelas”.

Muitos personagens da Bíblia nos inspiram com atitudes de resiliência. O apóstolo Paulo foi preso e açoitado inúmeras vezes por propagar uma mensagem que ele acreditava muito. Nada e ninguém impediu ele de viver por esta causa. Um dia, provou a morte cruel pelo simples fato de ser um discípulo fiel a Jesus. Os ensinamentos de Paulo, registrados em sua maioria dentro de uma cela de prisão, são para nós hoje uma fonte de conhecimento sobre a fé cristã. De modo geral, ao longo de 2000 anos, o cristianismo testemunha diariamente o que é ser resiliente. A verdade é que ser resiliente é diferente de ser persistente ou insistente. A resiliência tem muito a ver com a capacidade de adaptação, flexibilidade e habilidade de manter-se estruturado perante às situações difíceis e estressantes, no caso das histórias dos cristãos que foram, muitas vezes, desumanas. 

O livro de 2 Coríntios 11, nos versículos 26 a 28, tem um relato claro de resiliência. Paulo nos diz o seguinte: “Estive continuamente viajando de uma parte a outra, enfrentei perigos nos rios, perigos de assaltantes, perigos dos meus compatriotas, perigos dos gentios, perigos na cidade, perigos no deserto, perigos no mar, e perigos dos falsos irmãos. Trabalhei arduamente; muitas vezes fiquei sem dormir, passei fome e sede, e muitas vezes fiquei em jejum; suportei frio e nudez. Além disso, enfrento diariamente uma pressão interior, a saber, a minha preocupação com todas as igrejas”. Sabemos que nem todo dia é bom, mas sempre tem algo bom para se fazer todo dia. Escolher o certo deve ser sempre a opção de quem conhece a Deus. Um cristão submetido ao poder e a autoridade de Deus pode experimentar a resiliência. Isso significa que ele vai desenvolver grande capacidade de adaptação. Ser resiliente é esperar que as coisas sempre terminem bem, mesmo quando tudo diz que não. Sua atitude é positiva mesmo em épocas de crise. Um resiliente aprende continuamente com as experiências da vida. 

Um cristão que vive guiado pelo ensinamentos da Bíblia vai ter a resiliência como uma característica forte. A resiliência é uma característica fundamental para pessoas que desejam crescer e progredir, e nos tornamos discípulos cada vez mais preparados para honrar a Cristo, apesar de todos os vales que passamos e tempestades que surge no caminho. Como filhos de Deus sabemos que jamais faremos isso sozinhos, pois Deus sempre estará conosco e sempre nos protegerá através da sua misericórdia que é renovada a cada manhã. Então, seja resiliente e viva intensamente como uma carta viva que revela a grandeza de Deus em cada dia, até que Ele venha.

Salmo 84:4-6 – Como são felizes os que habitam em tua casa; louvam-te sem cessar! Como são felizes os que em ti encontram sua força, e os que são peregrinos de coração! Ao passarem pelo vale de Baca, fazem dele um lugar de fontes; as chuvas de outono também o enchem de cisternas.

Marcio Tunala