De geração em geração

Nada é mais desafiador em uma família como os conflitos de gerações. Existe uma forte tendência no coração humano de acreditar que esta geração é mais indisciplinada ou complicada que a geração anterior. Eu afirmaria que cada geração tem uma característica, as gerações são diferentes e isto devido a vários fatores. A minha geração sofreu e sofre muito com relação à tecnologia. Aprendemos a lidar com computadores com muita dificuldade, porém a geração de meus filhos lida com invejável facilidade quando o assunto é tecnologia.

Cada geração tem os seus desafios e as últimas receberam uma sociedade adoecida e a culpa não é necessariamente deles. Eles reproduzem o modelo apreendido. Quando se trata de gerações infelizmente não podemos dizer que esta é promíscua e a anterior não foi, que esta é corrupta diferente da última geração. As alternativas de se corromper não mudaram, os modelos em essência são os mesmos. Existe uma tendência egoísta na humanidade de repassar responsabilidades. Pais muitas vezes utilizam do legalismo e do moralismo e declaram que no meu tempo não era assim. É verdade no tempo da juventude dos pais não havia internet ou sites de relacionamentos, o mais tecnológico que tínhamos era o disk amizade, um ‘luxo’ de poucos devido ao alto custo. Não creio que esta geração é pior que a anterior. O capitalismo hoje é tão cruel quanto no passado. Os jovens tribais de hoje não são menos irresponsáveis que os hippies do passado. O adultério, o alcoolismo, a drogadição não foi criada pelas últimas gerações. A libertinagem sexual não é obra das novas gerações, e exatamente como as demais, esta geração tem demostrado com originalidade o quanto ela é humana e suscetível ao pecado. Eu diria que os neonazistas não são melhor que os nazistas. Os líderes do passado não cometeram menos erros, pois a essência é a mesma.

As novas gerações precisam de pais e mães sinceros e que estejam despidos de qualquer falso moralismo para assim serem exemplos. A nova geração precisa de pais presentes e abertos ao diálogo. Eles precisam de modelos éticos coerentes que produzam equilíbrio. As gerações passadas não podem julgar as novas gerações, pois no banco dos réus todas seriam condenadas. Vivemos um tempo em que se faz muito necessário buscar a Deus de todo coração, viver os mandamentos bíblicos e produzir filhos segundo o coração de Deus. Não existe outra forma de fazer isso que não seja por meio do exemplo. Com todas as características e diferenças na cultura urbana atual posso garantir uma coisa com muita convicção, somos todos iguais com a mesma capacidade de nos rebelarmos contra Deus. Por isso sem repasse de responsabilidades, vamos viver um Cristianismo autêntico que proporcione vida abundante por meio do agir de Deus. “Porque o SENHOR é bom, e eterna a sua misericórdia; e a sua verdade dura de geração em geração.” (Salmos 100.5).

 Márcio Tunala

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