Adultero e ponto final – Sermão do Monte (5)

Mateus 5. Vocês ouviram o que foi dito: “Não cometa adultério.” Mas eu lhes digo: quem olhar para uma mulher e desejar possuí-la já cometeu adultério no seu coração. Portanto, se o seu olho direito faz com que você peque, arranque-o e jogue-o fora. Pois é melhor perder uma parte do seu corpo do que o corpo inteiro ser atirado no inferno. Se a sua mão direita faz com que você peque, corte-a e jogue-a fora. Pois é melhor perder uma parte do seu corpo do que o corpo inteiro ir para o inferno.

Conforme definição da Wikipédia “O adultério, é o ato de se relacionar com terceiro na constância do casamento”, a fidelidade no casamento é algo encontrado em quase todas as civilizações independente de tempo na história. A punição com a morte também é algo muito comum na maioria dos povos que se tem conhecimento”. No registro bíblico o adultério segundo a lei de Moisés não tinha uma punição diferente debaixo da lei Mosaica o castigo de adultério era a morte à pedrada. Isso mostra o quanto era considerado grave a infidelidade conjugal. Quando lemos no sermão do monte a respeito deste pecado Jesus não incentiva o apedrejamento, em outra passagem ele até mesmo livra do apedrejamento a mulher que foi pega em adultério. Mas uma coisa vale a pena observar, o mestre complica muito a questão do pecado de adultério. Enquanto para Moisés adultério era ter uma relação sexual com alguém, para Jesus o simples pensamento já é suficiente para incluir alguém na condição de adúltero.

Controlar o pensamento não é uma tarefa simples, requer uma disciplina abrangente no estilo de vida. A mente do homem é alimentada por informações adquiridas pelos sentidos e nossos pensamentos usa este conteúdo. Quando  não cuidamos com que vemos ou ouvimos nossa mente vai ter dificuldades. Se me exponho a promíscuidade, meu cérebro vai estar suprido destas informações e meus pensamentos vão encontra-las. Mas se tenho minha mente renovada com a palavra e sou disciplinado no que vejo e ouço vou produzir pensamentos saudáveis e agradáveis a Deus. Meus lábios não falaram mentiras se meu coração não as têm. Meus olhos não buscaram promíscuidade se meu coração não as pede. Meus pensamentos vão ser dominados pelo Espírito se estou cheio do Espírito. Posso ter pensamentos involuntários, mas também posso rejeita-los, não me agradar deles. O ensinamento de Jesus neste texto sugere uma conduta irrepreensível e inculpável, e o Mestre não nos pediria isso se não tivesse nos dado a condição. Na cruz o pecado foi vencido e não precisamos mais ser prisioneiros do pecado, mas sim de Cristo, como afirma o apóstolo Paulo.

Márcio Tunala

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