“Olho por olho, dente por dente.” – Sermão do Monte (8)

Mateus 5. 38 a 42 — Vocês ouviram o que foi dito: “Olho por olho, dente por dente.”  Mas eu lhes digo: não se vinguem dos que fazem mal a vocês. Se alguém lhe der um tapa na cara, vire o outro lado para ele bater também. Se alguém processar você para tomar a sua *túnica, deixe que leve também a *capa.  Se um dos soldados estrangeiros forçá-lo a carregar uma carga um quilômetro, carregue-a dois quilômetros. Se alguém lhe pedir alguma coisa, dê, se alguém lhe pedir emprestado, empreste.

Como você sentiria se soubesse que a pessoa que roubou sua carteira teve a mão decepada; que o motorista embriagado que tirou a vida de alguém que você conheceu foi punido com a vida dele; que a colega de trabalho que traiu o marido também foi morta para pagar por sua infidelidade; aliás, ela foi bem amarrada em uma pedra e jogada no fundo de um rio. Neste caso existe a possibilidade dela provar a inocência dela caso consiga se desamarrar.  Estas são apenas algumas das punições que envolvem os códigos penais, mas utilizados na história como o código de lei de talião, o código de Hamurabi e também a lei mosaica. A influência na história da humanidade de punições tão duras tem suas origens na antiga Lei de talião, “olho por olho, dente por dente”. A proposta é que para cada ato fora da lei haveria uma punição, que acreditavam ser proporcional ao crime cometido. A pena de morte é a punição mais comum nas leis do código. Não havia a possibilidade de desculpas ou de desconhecimento das leis.

Outra grande fonte de inspiração para a justiça na história é o Código de Hamurabi, um conjunto de leis criadas na Mesopotâmia, por volta do século XVIII a.C, pelo rei Hamurabi da primeira dinastia babilônica. Quando Jesus cita o “olho por olho, dente por dente”, é exatamente a estes códigos que ele se refere, mas esta claro que Ele tem uma percepção diferente de justiça, aliás o mestre tem uma proposta. Jesus não é negligente com necessidade de justiça, ele não contradisse o princípio da retribuição que com certeza é um princípio que promove a justiça. Na realidade Jesus esta questionando a vingança, ele esta rejeitando qualquer manifestação de violência. O que o mestre esta propondo é jamais pagar o mal com o mal, ou seja, não fazer justiça com as próprias mãos, mas administrar a justiça de forma que a misericórdia seja presente e isso não tem nada a ver com impunidade. Jesus tem em sua argumentação a sabedoria como base de sustentação isso é bem diferente de qualquer código que se tem conhecido.

Márcio Tunala

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