O segredo do coração generoso – Sermão do monte (10)

Mateus 6. 1 a 4  — Tenham o cuidado de não praticarem os seus deveres religiosos em público a fim de serem vistos pelos outros. Se vocês agirem assim, não receberão nenhuma recompensa do Pai de vocês, que está no céu. Quando você der alguma coisa a uma pessoa necessitada, não fique contando o que fez, como os hipócritas fazem nas *sinagogas e nas ruas. Eles fazem isso para serem elogiados pelos outros. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: eles já receberam a sua recompensa. Os hipócritas… para serem elogiados. Mas você, quando ajudar alguma pessoa necessitada, faça isso de tal modo que nem mesmo o seu amigo mais íntimo fique sabendo do que você fez. Isso deve ficar em segredo; e o seu Pai, que vê o que você faz em segredo, lhe dará a recompensa.

Nada é mais perigoso no coração de um homem quanto as suas vaidades, geralmente nos sentimos bem quando somos reconhecidos, humanamente nos sentimos melhores quando ajudamos alguém em situação desfavorável, é uma armadilha que nosso coração pode nos envolver. Quando vejo a advertência deste trecho no sermão de Jesus entendo bem suas preocupações com os cristãos. John Stott fez um interessante comentário sobre esta recomendação do Mestre. Ele compara outro trecho que diz que precisamos ser luz e brilhar, isso recomendado pelo próprio Jesus, não se pode brilhar sem ser visto, sem revelar nossas condutas e atitudes com o se esconder proposto aqui. Jesus esta claramente alertando ao coração humano e seus orgulhos, Ele esta acionando um alerta na intenção de nos ajudar. Certa vez um político foi fazer um entrega de uma cadeira de rodas a uma família carente e depois de algumas palavras ele empurra a cadeira para perto da mãe de uma criança deficiente que segura emocionada a tão desejada e necessária cadeira.

Imediatamente o fotógrafo do ilustre homem público pedi para repetir a ação, pois havia perdido o momento específico da entrega em suas fotografias. Para o político foi muito simples repetir sua ação de piedade e generosidade, mas a família e outras pessoas que estavam ali ficaram desconcertados com a proposta do fotógrafo. Não foi possível para aquela mãe dar um passo para trás e repetir sua sincera emoção.  Em sua “piedade” ou devoção religiosa, os cristãos não devem se acomodar nem com o tipo hipócrita dos fariseus, nem com o formalismo mecânico dos pagãos. A piedade cristã deve destacar-se acima de tudo pela realidade, pela sinceridade dos filhos de Deus que vivem na presença de seu Pai celestial. Creio que o que Jesus esta propondo é a pureza de coração no exercício da fé cristã sem almejar os aplausos e elogios. Nossa grande recompensa precisa se limitar apenas ao reconhecimento do Pai que vê tudo que fazemos e conhece a real intenção de nossas ações. A Deus toda honra e glória.

Márcio Tunala

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